Radioterapia da Santa Casa de Lavras poupa áreas saudáveis e reduz efeitos colaterais, explica Paola Palmer
Equipamento evita irradiar partes do corpo que não precisam de tratamento e reduz os efeitos colaterais nas pacientes.
A radioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Lavras usa um equipamento que evita irradiar áreas do corpo que não precisam de tratamento. Com isso, as pacientes sofrem menos efeitos colaterais.
A explicação é da médica radioterapeuta Paola Palmer. Ela conversou com o repórter Renato Corrêa, da Rádio Cultura, nesta terça-feira (27), durante a ação de Outubro Rosa do hospital.
O setor funciona no subsolo da Santa Casa. A equipe reúne médica, físico médico, tecnólogos e enfermagem. "A gente consegue entregar um tratamento muito rápido, específico e acolhedor para as pacientes", disse a médica.
A ordem dos tratamentos depende do estadiamento de cada caso, avaliado pelo oncologista e pelo mastologista. Algumas pacientes vão da cirurgia direto para a radioterapia. Outras passam pela quimioterapia antes. Há também quem comece pela quimioterapia, faça a cirurgia e termine na radioterapia.
Quem precisa de quimioterapia e radioterapia faz as duas na própria Santa Casa.
Paola Palmer atribui o aumento de diagnósticos de câncer de mama à ampliação da mamografia. "Se a gente espalha o rastreio, a gente vai detectar mais pacientes", afirmou.
A médica também falou do sino que as pacientes tocam ao fim de cada etapa. "O sino não necessariamente vem para encerrar um tratamento. Ele vem para trazer mais esperança", disse. Ela lembrou que o acompanhamento continua depois da cirurgia, da quimioterapia e da radioterapia.
Assista à entrevista completa no vídeo.