“Tempo é vida”: psicóloga do Lar Esperança e Vida explica por que a Caminhada pela Vida existe há mais de dez anos
Vivi pede autoexame, consulta anual e mamografia a partir dos 40 anos; a ideia da caminhada, diz ela, é incomodar a cidade
A Caminhada pela Vida começou há mais de dez anos com os funcionários do Lar Esperança e Vida e algumas poucas pessoas. Nesta sexta-feira (23), reuniu assistidas, famílias e moradores na Praça Dr. Jorge, em Lavras. "A ideia é incomodar a sociedade, para que ela olhe para a detecção precoce", disse a psicóloga Vivi, do Lar, ao repórter Gabriel Dinali.
Filha da fundadora da instituição, Vivi cuida do suporte emocional das pacientes e também das famílias, que sentem o diagnóstico junto. "Lá a gente não trabalha com a doença, a gente trabalha com a saúde", afirmou. Além da psicologia, as assistidas têm fisioterapia, nutricionista e uma sala de atividades, onde passam o dia, fazem amizade e trocam experiências sobre o tratamento.
A orientação dela para as mulheres segue o protocolo médico: fazer o autoexame, passar pelo exame clínico das mamas, ir ao mastologista ou ao ginecologista uma vez por ano e fazer mamografia a partir dos 40 anos. "Se conhecer o seu corpo, para saber quando alguma coisa mudou."
Vivi repetiu a frase que ouviu de uma assistida: tempo é vida. "Se a gente olha a tempo, não precisa ter medo, porque esse tempo que a gente não perdeu vai se transformar em vida."
A camiseta deste ano traz "Viva novos começos" e "Força que inspira, coragem que transforma". Segundo a psicóloga, o tema é escolhido a cada ano a partir do que a equipe vê no dia a dia das pacientes. "O diagnóstico não é um fim, é um recomeço."