Polícia Civil prende suspeito de vender droga em pote amarrado a barbante pela janela, em Cristais
Homem de 24 anos já foi indiciado por três homicídios; a prisão saiu mesmo no período em que a lei eleitoral proíbe prender eleitor, porque ele não estava regular na Justiça Eleitoral.
Um homem de 24 anos foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (21), em Cristais, suspeito de vender drogas pela janela do segundo andar da casa onde mora, no bairro Jardim Campos Elísios. Para entregar a droga aos compradores, ele descia um pote de plástico amarrado a um barbante.
Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, pedidos pela Polícia Civil à Justiça. Na casa, a equipe apreendeu uma balança de precisão e uma quantia em dinheiro, que não foi divulgada.

Investigação começou em maio
Os levantamentos começaram em maio de 2026. Em campana, os investigadores viram um movimento intenso de usuários indo até o endereço para comprar droga. Um desses compradores foi abordado logo depois de sair do local, com uma pedra de crack recém-comprada.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito já é conhecido na comarca de Cristais. Ele foi indiciado antes por três homicídios qualificados, além de associação criminosa, tráfico de drogas e roubo.
Por que a prisão pôde ser feita perto da eleição
O Código Eleitoral proíbe prender eleitores desde cinco dias antes até 48 horas depois do encerramento da eleição, com exceção de flagrante, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. A prisão temporária, como a desta quarta, entraria nessa proibição.
A Polícia Civil, porém, constatou que o investigado não estava em situação regular na Justiça Eleitoral. Segundo a corporação, sem ser considerado eleitor, ele não tinha a proteção da regra, e o mandado pôde ser cumprido.

Depois dos procedimentos na delegacia, o homem foi levado para o sistema prisional, onde fica à disposição da Justiça. De acordo com o Delegado Dr. Matheus Nascimento, da Polícia Civil de Campo Belo, responsável pelo caso, as investigações continuam.
As informações são da Polícia Civil de Minas Gerais.