No Dia do Flamenguista, a homenagem a Nerval Alves da Rocha Filho, o maior rubro-negro de Lavras
Falecido em 2024, ele viveu com o filho, o jornalista André Rocha, uma noite de Libertadores no Maracanã no ano do bicampeonato
Nerval Alves da Rocha Filho sabia de cor escalação, placar e ano de cada título do Flamengo. Para a família e para quem convivia com ele em Lavras, não havia flamenguista maior na cidade. Neste 28 de outubro, Dia do Flamenguista, a Rádio Cultura conta a história dele.
Nerval faleceu em 2024. Antes disso, realizou um sonho de todo rubro-negro: ver o Flamengo jogar a Libertadores dentro do Maracanã. Foi em 2019, o ano em que o clube conquistou o bicampeonato do torneio. Quem o levou foi o filho, o jornalista André Rocha, da Rádio Cultura, junto com a esposa, Mayara.
O vídeo desta matéria foi gravado pelo André na arquibancada. O estádio lotado, as mãos para o alto, a camisa 10 do Zico logo à frente e, no meio da festa, pai, filho e nora abraçados, gritando juntos.
"Apesar de ele ter falecido em 2024, tive o prazer de viver esse momento com ele. Ele sabia tudo do Flamengo", conta André.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
O verso do hino popular composto por Lamartine Babo explica muita coisa. Ser flamenguista é coisa que se aprende em casa, no rádio ligado na cozinha, na TV da sala, no colo do pai em dia de jogo. O Flamengo tem a maior torcida do Brasil, segundo as pesquisas de opinião, e boa parte dela herdou o time da família, como quem herda o sobrenome.
A data de hoje não é por acaso. O 28 de outubro é dia de São Judas Tadeu, padroeiro do Flamengo e santo das causas impossíveis. O Dia do Flamenguista entrou no calendário oficial do Rio de Janeiro por uma lei municipal de 2007.
Na família Rocha, a camisa listrada de vermelho e preto atravessou gerações. Em uma foto de 2015, Nerval aparece com o manto do Flamengo ao lado da família, todos reunidos diante de um jogo na televisão.

Três Libertadores com ele
Nerval acompanhou três das quatro Libertadores do clube: 1981, com Zico; 2019, o bi que ele foi ver de perto no Maracanã; e 2022. A quarta veio em 2025, um ano depois do falecimento dele.

Ao comunicar o falecimento do pai nas redes sociais, em março de 2024, André o chamou de "meu melhor amigo". Na mesma publicação, Mayara deixou o recado que a família repete até hoje: "Pra sempre meu sogrinho".

Neste Dia do Flamenguista, a Rádio Cultura de Lavras deixa a homenagem ao seu Nerval e a todos os rubro-negros que passaram o amor pelo Flamengo de pai para filho.
Fotos e vídeo: arquivo pessoal da família Rocha.