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Jornalismo

Esquerda e direita: entenda o que significam os dois lados da política

Os termos nasceram na Revolução Francesa, em 1789, e hoje indicam posições numa régua que tem o centro no meio e muitas nuances. Veja como cada lado costuma pensar, às vésperas do segundo turno

Por Redação Rádio Cultura · 23/10/2026, 14:16
Direção Geral e de Jornalismo: Erlandson Araujo
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Às vésperas do segundo turno, marcado para este domingo, 25 de outubro, duas palavras aparecem em quase toda conversa sobre política: esquerda e direita. Muita gente usa os termos sem saber de onde eles vêm nem o que, em geral, cada lado defende. A Rádio Cultura reuniu as principais diferenças num guia simples, que não toma partido e dá o mesmo espaço aos dois lados.

De onde vêm os nomes

Os nomes nasceram na França, em 1789, durante a Revolução Francesa. Na Assembleia Nacional, em setembro daquele ano, os deputados discutiam se o rei teria poder de vetar as leis. Quem defendia esse poder do rei sentou à direita de quem presidia a sessão. Quem era contra e pedia mudanças mais profundas ficou à esquerda. O lugar no salão virou nome de posição política e se espalhou pelo mundo.

Uma régua, não dois blocos

Hoje, esquerda e direita funcionam como pontos de uma régua. No meio fica o centro, e entre as pontas há posições como centro-esquerda e centro-direita. O sentido das palavras também muda de país para país e com o tempo. As descrições a seguir são tendências gerais, não regras, e servem para comparar como cada lado costuma pensar.

Como cada lado costuma pensar

Visão de sociedade. A esquerda põe o foco no coletivo e na redução das desigualdades. A direita põe o foco no indivíduo, na liberdade e na responsabilidade pessoal.

Papel do Estado. A esquerda defende um Estado mais presente na economia e nas políticas públicas, como saúde, educação e assistência. A direita defende um Estado menor, que interfira menos na economia e na vida das pessoas e deixe mais espaço para a iniciativa privada.

Economia. A esquerda costuma propor mais impostos para quem ganha mais e mais investimento em serviços públicos. A direita costuma propor menos impostos, livre mercado e incentivo a quem empreende.

Valores. A esquerda dá mais peso à justiça social, à solidariedade, à diversidade e à inclusão. A direita dá mais peso ao mérito, à família e às tradições.

Pautas frequentes. Do lado da esquerda, aparecem com frequência os direitos trabalhistas, a saúde e a educação públicas, o combate ao preconceito e a proteção do meio ambiente. Do lado da direita, aparecem com frequência a liberdade econômica, a redução da burocracia, a segurança pública e a defesa da propriedade privada.

Visão de futuro. Para a esquerda, um futuro melhor vem da ação coletiva, da igualdade e dos direitos para todos. Para a direita, vem da liberdade, do esforço de cada um e da responsabilidade individual.

Ninguém precisa caber num lado só

Na prática, pouca gente se encaixa inteira em um dos lados. É comum uma pessoa concordar com a esquerda num tema e com a direita em outro, e há quem se veja no centro, combinando pontos dos dois. Conhecer as ideias de cada campo ajuda a entender as propostas e a votar com mais informação.

O segundo turno das eleições acontece neste domingo, 25 de outubro.

O comparativo tomou como ponto de partida um quadro publicado nas redes sociais pelo perfil Ser Social Estuda (@sersocial_estuda).

Sintonize o Programa Revista da Cidade, na Rádio Cultura de Lavras 96.5 FM, para mais informações!

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