Luiz André, assessor jurídico da Prefeitura, diz que Copasa "não quis largar o osso" e conta como a licitação da água de Lavras saiu
Luiz André, que cuida do processo no gabinete, afirma que a Prefeitura teve sucesso em pelo menos 15 medidas apresentadas pela Copasa na última semana. Um consórcio de empresas foi o único a entregar proposta nesta segunda-feira (26).
"A Copasa, realmente, não quis largar o osso." Foi assim que Luiz André, assessor jurídico do gabinete da Prefeitura de Lavras, resumiu a disputa judicial que antecedeu a licitação do saneamento, aberta nesta segunda-feira (26).
Ele conversou com o jornalista Frederico Mesquita, da Rádio Cultura, direto da Prefeitura, logo depois da entrevista exclusiva com o Secretário de Meio Ambiente, Adriano Garcia.
Caducidade e 15 medidas na Justiça
Segundo o assessor, a Prefeitura conseguiu a decretação de caducidade do contrato com a Copasa por falta de investimento e pelos problemas causados na cidade. Mesmo assim, a companhia seguiu brigando na Justiça para manter o contrato. Só na última semana, disse ele, foram pelo menos 15 medidas apresentadas pela Copasa, e a Prefeitura teve sucesso em todas, o que deu segurança para a licitação acontecer.
Luiz André contou ainda que a primeira publicação do edital sofreu um revés e que a Prefeitura usou esse momento para melhorar o texto, até chegar a uma proposta válida nesta segunda.
A proposta
Um consórcio de empresas foi o único a entregar proposta no prazo, entre 8h e 14h. A oferta prevê outorga mínima de R$ 121 milhões e redução de 7,5% nas tarifas. A Concorrência Pública nº 1/2026 prevê concessão por 35 anos, com valor estimado de R$ 2,7 bilhões, e a vencedora pode ser definida em até 90 dias.
Até a conclusão da licitação e a transferência dos serviços, a Copasa continua responsável pela água e pelo esgoto em Lavras. A disputa sobre uma eventual indenização à companhia segue na Justiça.